Este impasse todo deixa-me com medo. Receio. Acabo a temer-te todos os dias. Temo continuar a encontrar-te. Temos voltar a apaixonar-me por ti, e voltar a perder-te. Porque eu, apesar de tudo, ainda não te matei dentro de mim. Ainda. Porque ainda não consegui. E honestamente, não sei se o quero fazer. E se tu és o amor da minha vida? E se isto é tudo falta de timing? E aí começam novos medos. O meu maior medo é um dia, ver-te na rua, ir a correr até a ti, e quando olhar para baixo para encontrar os teus dedos entrelaçados noutra rapariga. E, meu Deus, ela vai ser bonita. Temo que, um dia irei estar sentada sozinha na esplanada de um café, e vou olhar para ti e vou encontrar os teus olhos cheios de amor, que eu nunca tive o privilégio de sentir, ao simplesmente olhares para veres como ela se ri. Eu receio que em algum tempo, os teus olhos castanhos tenham o mesmo olhar de felicidade e carinho que um dia tu já tiveste enquanto olhavas para mim. Receio que a rapariga dos teus sonhos seja o oposto de mim; oh tão bonita. Mas acima de tudo, tenho medo de que, se tu apontares uma arma para mim, e apesar de ainda te adorar com todas as células do meu ser, tu puxes o gatilho. Mas aí, aí eu sei que a culpa foi minha. Porque fui eu quem não te quis matar primeiro.

EU AMO ESTA CENA MEUUUUU!
ResponderExcluirEste sim é muito a minha cena, adoro, adoro :)))))