Nada. É o que eu quero de ti. É o que eu te peço. Não sintas nada, por mim tudo bem. Vou deixar-me chorar, gritar, odiar. mas prometo que não dura muito tempo.
Dizem que de grandes almas sofridas nascem grandes histórias de amor. Verdade seja dita, nada surge de apatias.
Podia começar a escrever imensos clichês da moda, que não se sofre por quem não merece, que isto não é motivo para isso. Que é uma fase. Que o tempo ajuda. Mas que se fodam as frases feitas (perdoa-me a expressão.) Se fosse algo desnecessário, de certo não doía. Poetizar a coisa, para surgir um conto de amor fenomenal, também não é bem a minha "cena".
Nunca foste meu. E nunca o quis de facto que o fosses. "Éramos" quando precisávamos. E estava tudo bem. Não me tiraste o sorriso, não me fizeste andar agarrada à tequila e dançar feita doida na coluna da discoteca. Não deixei de sair, não chorei ao som das musicas que ouvimos juntos. Indirectas também não é bem o meu género. Lamento não ser dada a clichés da moda. E tu, melhor que ninguém, sabes.
Nunca foi amor. Não houve tempo para que se torna-se. E agora não é ódio. Ainda. Mas há tempo para se transformar.
Eu não quero.
Ficar por aqui é o melhor. E eu vou ter juízo pelos dois. Chega de facas, feridas, noites de desamor, beijos, toques. Não te dei o melhor de mim. Não o quis fazer. E também não o mereceste.
E vamos desde já desenganar-nos os dois, isto não é o fim. O fim vai ser muito pior.Mas para os dois. E a culpa é minha. Fui eu quem tive a oportunidade de te "matar" primeiro, e não o fiz. Azar o meu, sorte a tua.

Nenhum comentário:
Postar um comentário